2010-07-28
«Valeu a pena ter resistido às pressões dos mercados financeiros, dos interesses imediatistas dos que ameaçaram com processos judiciais, dos que achavam que se poderia fazer um negócio que limitava a PT» disse o Primeiro-Ministro, José Sócrates, na reacção ao negócio estabelecido entre a PT e a Telefónica para a venda da Vivo e entrada da PT no capital na empresa brasileira «Oi».
O Primeiro Ministro acrescentou que «com este acordo fica salvaguardado aquilo que era absolutamente essencial: a dimensão internacional da PT, a escala da PT, a presença da PT num mercado tão importante como o brasileiro e, sobretudo, confirma-se a vocação internacional da PT e a sua vocação para desenvolver projectos industriais e de inovação tecnológica neste sector».
José Sócrates reafirmou também a importância de ficar «salvaguardada a dimensão internacional da PT», considerando que a entrada da PT no capital da brasileira «Oi» é da «maior importância» pois «significa que a empresa entra na maior operadora de telecomunicações brasileira com mais clientes e facturação que a Vivo» acrescentando que «a aliança com a Oi consagra a ambição de um investimento de conteúdos de língua portuguesa» permitindo, ainda, a abertura aos mercados da América Latina e de África.
O Primeiro Ministro salientou também que o uso da golden share da PT pelo Governo tornou igualmente possível que se concretizasse uma melhor oferta pela «Vivo» em benefício dos accionistas da PT, no valor final de 7,5 mil milhões de euros situação pela qual felicitou a Administração da PT pela sua actuação durante as negociações com a «Telefónica».