2010-07-04
Portugal vai fazer seu o objectivo europeu de dedicar 3% do produto interno bruto ao sector científico em 2020, afirmou o Primeiro-Ministro na abertura do Encontro Ciência 2010, que reúne 1500 cientistas nacionais e estrangeiros em Lisboa, entre 4 e 7 de Julho. «Tendo nós atingido, em 2008, 1,55% do PIB em investimento em ciência, considero que é absoluto dever de um País que não quer ficar para trás, fixar o mesmo objectivo que a Europa», afirmou José Sócrates.
«O esforço que o Estado português e as organizações privadas fizeram nos últimos anos vai continuar, em nome da ideia de estabilidade para a política científica», tanto mais que os resultados atingidos desde 2005 «orgulham o País», afirmou o PM. «É claro que o desenvolvimento científico deve contar com a participação das empresas privadas» mas não é possível manter a cadência de crescimento «sem o apoio e a vontade do Estado», pelo que é «absolutamente vital» que a ciência mantenha apoios públicos, mesmo em altura de restrições orçamentais noutras áreas - tal como aconteceu nos orçamentos entre 2005 e 2008.
O investimento público na ciência e tecnologia é «absolutamente vital» para promover a competitividade da economia portuguesa, para criar «melhores empregos» e para competir na economia do conhecimento, afirmou ainda José Sócrates.
O Ministro da Ciência e Ensino Superior, José Mariano Gago, recordou os números da evolução do investimento em ciência: «Em 2005, ainda estávamos em 0,81% do PIB. Pois em 2008, uma das mais rápidas acelerações do desenvolvimento dos últimos 20 anos, permitia chegar a 1,55%, metade dos quais das empresas». O número de investigadores em Portugal subiu para 40 mil em 2008, dos quais 44% são mulheres.