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Primeiro-Ministro José Sócrates

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«Portugal está ao lado de Moçambique na luta contra a pobreza»  

 
2010-03-03
 

Portugal e Moçambique acordaram a realização de cimeiras anuais, durante a reunião entre o Primeiro-Ministro José Sócrates e o Presidente da Republica moçambicano Armando Guebuza. Os dois países assinaram também oito acordos nas áreas da cooperação técnico-militar, alterações climáticas, energias renováveis, transportes e comunicações, educação, cultura e relações políticas.

No primeiro dia da visita oficial a Moçambique, após a reunião entre os dois Governos - o PM é acompanhado por 6 Ministros -, José Sócrates afirmou que «Portugal está em Moçambique com uma nova ambição» que passa por «dar um novo um novo impulso, um novo fôlego às relações políticas e económicas entre Portugal e Moçambique». A própria visita mostra «o empenho português numa cooperação económica com Moçambique que proporcione o seu desenvolvimento e que coloque a nossa cooperação económica ao nível que nossa história nos exige», uma vez que inclui «nove membros do Governo, dezenas de dirigentes da administração pública e 55 empresários com vontade de dar um sinal claro ao povo moçambicano».

O Presidente Armando Guebuza referiu que esta visita «é um sinal inequívoco (...) de apoio à prioridade nacional que é de luta contra a pobreza», acrescentando que «os acordos que acabam de ser aprovados apontam para a constituição de actividades que vão contribuir de grande maneira para o combate contra a pobreza em Moçambique».

O Chefe do Governo referiu que os acordos económicos permitirão a Portugal reforçar a sua presença na economia moçambicana: destacou que, «pela primeira vez, se cria um banco luso-moçambicano numa parceria entre a Caixa Geral de Depósitos e o Tesouro moçambicano, juntando forças para financiar os projectos estruturais para o desenvolvimento de Moçambique», apontou  a importância do aumento da linha de crédito de 200 para 400 milhões de euros - referindo que «em qualquer momento estamos disponíveis para ir mais além para financiar projectos importantes para Moçambique e para as empresas portuguesas» -, e referiu que Portugal «fabrica aerogeradores, torres eólicas, painéis solares, etc. e quer partilhar com Moçambique estas tecnologias», começando já com «pequenos projectos, como por exemplo a construção de pequenas centrais fotovoltaicas para abastecimento de hospitais, escolas, e algumas aldeias».

Na inauguração do Centro de Dia «Idosos de Hulene», financiado pela Cooperação Portuguesa, o PM afirmou que «Portugal está ao lado de Moçambique na luta contra a pobreza». «Quero que todos saibam que o investimento da Cooperação Portuguesa é como se o tivéssemos feito com portugueses», afirmou, acrescentando que «é um dever que temos, perante a nossa consciência e a nossa história». Nos últimos 10 anos, o MTSS apoiou projectos de luta contra a pobreza em Moçambique no valor de 14 milhões de euros.

O PM e o Presidente moçambicano presidiram à constituição do Banco Luso-Moçambicano de Investimento que representa «um momento para que as empresas portuguesas olhem para Moçambique e percebam que há neste país uma grande oportunidade» e «é uma expressão de confiança por parte do governo moçambicano a Portugal». O banco terá um capital inicial de 500 milhões de dólares (366 milhões de euros) e destina-se a financiar grandes projectos de infra-estruturas de Moçambique.

Um dos primeiros, é a barragem de Mpanda Nkuwa - a segunda maior do país -, que já está em projecto e vai custar 1,4 mil milhões de euros, devendo começar a ser construída em 2011. O Banco Luso-Moçambicano de Investimento vai participar no projecto com o China Exim Bank, a Electricidade de Moçambique e a brasileira Camargo Correa.

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