2009-08-14
Sobre os números do desemprego registado em Portugal no segundo trimestre e que foram hoje divulgados pelo INE, o Primeiro-Ministro afirmou que «é verdade que o desemprego aumentou duas décimas em relação ao trimestre anterior mas, também, é verdade, que subiu menos do que se estava à espera e, menos que nos restantes países europeus».
José Sócrates que falava à margem da inauguração de uma fábrica de papel em Vila Velha de Rodão, lembrou que Portugal está ainda a enfrentar uma fase complicada de crescimento do desemprego «muito embora esse crescimento seja mais atenuado, correspondendo a uma certa recuperação da economia», conforme disse numa referência aos dados do desempenho da economia portuguesa no segundo trimestre, ontem divulgados pelo INE.
Recordando que os efeitos no emprego são sempre diferidos em relação ao desempenho da economia, o Primeiro-Ministro recordou que «primeiro, a economia recupera e, só depois, as empresas começam, de novo a recrutar e a contratar pessoas». Daí que seja necessário, segundo José Sócrates, «ter o sangue-frio necessário para enfrentar as dificuldades no emprego e no desemprego e que são típicas do impacto da crise internacional que o Mundo está a viver».
Num momento em que são 75 mil os trabalhadores portugueses englobados por programas de apoio ao emprego, o Primeiro-Ministro considera que é preciso incentivar ainda mais as empresas e as instituições a fazerem tudo o que estiver ao seu alcance para aderirem aos programas governamentais para que se possa vencer este desafio, protegendo o emprego e fomentando, de novo, a contratação.
Apontando a promoção do emprego e a ajuda aos desempregados como principal prioridade do Governo, por ser aí que reside a maior dificuldade social, o Primeiro-Ministro voltou a realçar o bom desempenho da economia no segundo trimestre, considerando-o «um bom sinal de esperança e uma boa expectativa para que com os programas governamentais de apoio emprego e uma nova esperança e uma nova confiança dos nossos empresários, possamos vencer o desemprego».