2009-04-14
Ministério da Cultura
Ministro da Cultura na cerimónia de assinatura do contrato de empreitada para a ampliação do arquivo da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, I.P.
O Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, estará presente amanhã, dia 15 de Abril, às 11h00, na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, I.P., na Rua Barata Salgueiro, em Lisboa, onde terá lugar a assinatura do Contrato de Empreitada da obra de Ampliação do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM).
O projecto prevê a construção de um novo edifício, justaposto ao existente, com cinco novos cofres com climatização diferenciada e rigorosamente controlada de acordo com o tipo e estatuto de conservação dos materiais ali guardados e salas destinadas ao laboratório de restauro.
Após concurso público, a obra foi adjudicada à Empresa Udra, pelo valor de 2 471 974,92 euros + IVA e terá a duração máxima de 10 meses.
O ANIM (Arquivo Nacional das Imagens em Movimento) é um Departamento da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema onde trabalham cerca de 30 funcionários. Sito numa quinta no Freixial (próximo de Lisboa por razões de funcionalidade e isolado de agregados urbanos por razões de segurança), nele se conserva a colecção da Cinemateca composta por património fílmico e novos suportes, digitais e analógicos (num total de mais de 30 000 títulos), bem como materiais e equipamentos museográficos. Com as infra-estruturas técnicas de preservação e restauro mais avançadas que hoje se conhecem (incluindo um laboratório especializado, o único existente em Portugal e um dos poucos na Europa no restauro fotoquímico), tem espaços destinados à inventariação e catalogação do património arquivado, à consulta pública e à investigação especializada.
A expansão da capacidade de armazenamento do arquivo foi prevista desde a sua concepção em 1988. A Cinemateca considera que garantir a sobrevivência do património cinematográfico, sobretudo nacional, não releva apenas do interesse cultural colectivo, mas também do interesse económico dos autores e produtores, pois a sobrevivência das obras a longo prazo permite a sua re-exploração.
Desde que o ANIM abriu as portas, há mais de 12 anos, tem-se verificado o crescimento ininterrupto da colecção da Cinemateca, pela incorporação de espólios e a aquisição patrimonial. A maioria dos negativos de todas as obras nacionais passou a ser depositada no ANIM. Através de um Protocolo com o ICA todos os materiais dos filmes de produção nacional existentes naquele Instituto, 10 anos depois da sua produção, são ali depositados. A celebração do Protocolo com a RTP, em Dezembro de 2004, para transferência da sua importante colecção fílmica para a Cinemateca, tornou ainda mais urgente o alargamento da área de armazenamento (cofres) do ANIM, dos actuais 770 m2 para 1770m2.